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ENDURO DA LUA CHEIA
“Maior Enduro de Regularidade Noturno do Brasil"
Enduro de regularidade esse considerado o
“Maior Enduro de Regularidade Noturno do Brasil”.
Aquela que é uma das provas mais antigas de enduro de
regularidade do Brasil e, com certeza a mais tradicional prova noturna de enduro
de regularidade do atual calendário nacional, completará em Fevereiro de 2009
sua vigésima primeira edição ininterrupta. Programada para dia 14 e 15 de
Fevereiro de 2009 sob organização Moto Trail Criciúma, clube responsável por
esse evento, resolveu formar uma comissão com integrantes de outros Motos Clubes
da Região, para dar continuidade de 2010 para frente.
Essa comissão, que é formada por pessoas que encabeçam a
Copa Mini Enduro de Enduro de Regularidade, e algumas etapas da Copa ASCPE de
Enduro de Regularidade se comprometeu a participar em 2009 da parte burocrática
e assumir então em 2010 toda a organização do Enduro da Lua Cheia.
Um pouco da história do evento
Nascida a partir de conversas de fim de tarde na então revenda Agrale Motos de
Criciúma-SC, a partir de uma idéia do Marcelo Meller, o Enduro da Lua Cheia foi
adotado pelo Aldo Michels, Marcos Daufembach, Valdemar Zaniboni e, especialmente
pelo Pedro Zaccaron e por Clóvis Scotti que deve ter feito o levantamento das
trilhas em pelo menos 16 das 21 edições e sem dúvida o grande responsável pela
maioridade do Enduro da Lua Cheia.
Já na primeira prova, em fevereiro de 1989, contando com impressionantes 31
inscrições, o Enduro da Lua Cheia conheceu seu grande recordista em vitórias. O
irreverente Jovânio Frutuoso, o Palhoça que venceu 11 edições do Lua Cheia.
Sobre esta primeira prova, disputada com DT 180, Agrale Explorer, XLX 250 e
pasmem, duas Ténérés pilotadas pelo Hélio Juarez Mafra, da cidade de Itajaí e o
saudoso Ademir Apel, o Pataca de Brusque, pode-se dizer que foi uma aventura
marcada pela resistência dos pilotos e das motos, característica que o Lua Cheia
mantém até hoje, sendo que o Romeu de Blumenau fundiu o motor de sua Agrale de
madrugada, o querido Hercílio que também já mora no andar de cima fez o motor e
o Romeu Rochemback foi vice-campeão na categoria duplas, tendo um percurso de
480 km e largada em Araranguá, as 16:00 horas de sábado com chegada na Praia do
Rincão ao meio dia de domingo.
A prova começou a tomar corpo em 1995, ano em que contou com assombrosas 83
inscrições, sendo 31 de pilotos do Rio Grande do Sul, ano em que o Gaúcho
Sandro, de Novo Hamburgo, quebrou a sequência de vitórias do Palhoça.
Sempre promovida pelo Moto Trail Criciúma com o auxílio dos clubes da região, o
Lua Cheia, hoje tem suas inscrições limitadas em 250 pilotos e doze horas de
duração, largando as 00:00 horas e chegando as 10:00 horas de domingo com
percurso de 280 km caracterizado pela diversidade de terrenos e trilhas a serem
percorridas com areia, ares mineradas, bananais, regiões de pedras, mata
fechada, etc. e é, sem sombra dúvida uma grande aventura para todos os pilotos
que participam, além de ter como característica o envolvimento de famílias
inteiras fazendo apoio, pc’s, organização, etc., renovando em todos nós a paixão
pelo enduro de regularidade e semeando em nossos filhos, amigos e parentes o
prazer por este esporte.
Fonte : Marcio Menezes / Rodrigo Milanez Rodrigues - Dodo
Depoimentos :
“Falar sobre Lua Cheia é a mesma coisa de falar de família, dificuldades,
amigos, ou seja é uma vida nestes 12 anos que ai estive, posso dizer que sou
realizado por ter convivido com vocês este tempo todo”.
Um ENDURO noturno com características bem diferentes dos enduros convencionais,
principalmente no que diz respeito ao fato andar de moto durante a noite,
já que temos de roteirar, "ajudar" e muitas vezes acelerar bastante. Outra
característica do Lua Cheia é a época em que ele é realizado, no inicio do ano
muitos Pilotas ainda estão em "ferias" então o preparo físico, ou a falta dele,
nas dunas de içara é um fator decisivo e também deixa a prova ainda mais
interessante.
Tive a honra de participar por doze vezes, das quais onze destas fui campeão da
principal categoria
Confirmo desde já minha participação em 2009 para rever os amigos. No entanto
gostaria de largar ao lado do meu grande amigo Eder Marcondes na largada, assim
ele fica de batedor e me ajuda com a moto em caso de quedas (serão varias). “
Jovanio L. Frutuoso- PALHOÇA – Maior vencedor do Lua Cheia - 11 vezes
”O primeiro Lua Cheia foi realizado vinte anos atrás, (87 ou 88) tem que ver na
ata de reunião do mototrail”. A idéia foi do então presidente na época, o
Valdemar Zaniboni, que queria fazer um enduro noturno de grande duração.
O Zacaron e Eu nos dispomos a fazer o levantamento da trilhas e mapeamento do
enduro.
Distancia total 450 km
Largada 16:00 do
Sábado . Lago durado em Arroio do Silva
Chegada 12:00 do domingo (
total 20 horas) Praia do Rincão
A Prova passou por:Sombrio,Jacinto Machado,Turvo ( Apoio),Ararangua,Praia do
Rincão ( Apoio),Jaguaruna,Sangao ( Apoio),Treze de maio,Pedras Grandes
Urussanga ( Apoio),Siderópolis ( Apoio),Criciúma,Rincão ( Chegada)
Largaram 30 pilotos, e chegaram todos
Vencedor - Palhocinha ( Graduados)
Uma coisa que eu me lembro e marcou bastante.
Havia um apoio na praia do rincão, onde as motos chegaram a meia noite, depois
de percorrer mais de 200 km, e a chegada era pela praia, nos nas dunas esperando
e na hora certa começamos a ver os faróis dos enduristas numa fila indiana
separados pelo tempo, todos praticamente no tempo, foi marcante.”
Clovis Scotti Organizador do Lua Cheia há 20 anos.
Olha só a curiosidade, eu nunca competi em um Lua Cheia, mas devido às amizades
e como ex-jipeiro, há 15 anos atrás me envolvi fazendo PC´s a noite inteira e na
manhã já com o sol nascendo, eu e meus filhos escondido em pontos estratégicos.
Lembro bem do primeiro ano que ajudei fazendo PC´s nos banhados do Torneiro,
numa semana que havia chovido muito. Determinada hora parou de passar motos, mas
com o brilho da Lua via se que tinha muitos enduristas dentro das águas ali
acumuladas. Eu e meus filhos entramos trilha a fora, ou melhor, lagoa à dentro,
e nos deparamos com vários participantes ali afundados. Foi quando conheci o
Keka(Cezar Menezes), o Grosso(Gelson Philippi). Tivemos que mergulhar mais de
uma vez para poder achar e rebocar as motos com Jeep fazendo várias viagens. A
partir daí, sempre estive envolvido no Lua Cheia como apoio, pois eu e meus
filhos começamos a andar de moto.Agora nestes últimos 4 anos, tenho organizado o
evento e no levantamento, sempre como mochila do Clovis Scotti. Nos
levantamentos destas 4 ultimas edições seguramente eu e minha moto já rodamos
mais de 10.000km, entre levantamento, conferências, locação de PC´s e fechamento
das trilhas, sem nunca ter competido em uma única edição do Lua Cheia.Estou com
56 anos e entregando este desgastante privilégio de organizar um evento desta
magnitude, mas gratificante, pois depois da entrega do ultimo troféu, sempre
sobram muitas e felizes histórias contadas pelos “homens” que completaram a
prova.
Depoimento de Edair Rodigues de Brito(BREK) ex-presidente do MTC(2004-2008).
“Quando criança e pensava em um dia andar de moto, ficava nos escombros de areia
vendo as motos passar a noite perto de minha casa”. Acordava cedo para vê-los
chegando. Isso quando não ia a pé ou de bicicleta seguindo as marcas dos pneus
das motos na areia. É uma das poucas provas que minha família e meus
amigos podem acompanhar, pois fica na praia onde veraneiro. É um evento
maravilhoso com uma ótima estrutura e com um publico que não vemos em nenhuma
outra prova de nenhum campeonato. O publico que vai ver a largada equivale a de
um Sertões para se ter idéia.
É uma prova desafiante, pois à noite tudo fica mais difícil e as surpresas
aumentam, por ser uma prova longa o piloto tem que ter uma boa estratégia de
prova, e para nós aqui do sul o Lua cheia marca o inicio das competições de
enduro pois é a primeira do ano. Totalmente diferente das demais pois andamos a
noite. Largamos a meia noite e chegamos somente ao amanhecer. É muito
emocionante ver o dia amanhecer em cima da moto numa trilha. O grau de
dificuldade aumenta muito pois ficamos bitolados ao raio de ação do farol da
moto e roteirar a noite não é nada fácil. As trilhas desta prova também são
atípicas, pois andamos em longos trechos de areia. Sem dúvida a prova mais bela
prova do campeonato.”
Daniel Barp Crema vencedor na cat. Máster do Lua Cheia 2008;
Minha primeira participação no lua foi em 1991 onde venci nas Junior (duplas na
época) pois não existia a categoria estreantes, de lá para cá devo ter
ficado apenas uns 2 anos sem participar, devo ser um dos poucos pilotos a vencer
o lua cheia em todas as categorias.
O Lua Cheia é uma prova desafiante pois à noite tudo fica mais difícil e as
surpresas aumentam, por ser uma prova longa o piloto tem que ter uma boa
estratégia de prova, e para nós aqui do sul o Lua cheia marca o inicio das
competições de enduro pois é a primeira do ano.
Eder Marcondes – Rato – Presidente da ASCPE Assoc. Sul Catarinense de
Pilotos de Enduro
Ahhh!!! O LUA CHEIA!!!
Onde tudo começou. Em 1989, convidado pela organização, fui fazer PC no
Submarino. Pouco conhecia do esporte, naquela época eu era motociclista, gostava
de viajar com as minhas CBR 450 ou VF 750, só no asfalto. Foi daí que ao ver 31
malucos tentando vencer o obstáculo do submarino (poucos venceram) é que me vi
em condições de também praticar enduro. Parecia fácil, achava que eu não teria
dificuldades em transpor aquele “pequeno atoleiro”. Dias após, induzido pelo
Márcio, já estava negociando a minha primeira moto de trilha, uma
“garbosa” DT 180, sobra da temporada anterior da equipe FIBA. Primeira trilha,
no lote seis, mais de seis tombos. Só no aquecimento!! Contudo não desisti. Com
a ajuda do Márcio, Fidélis, Paud’agua, Gouveia, Aldo, Scotti, Daré, Sílvio,
Benito e outros que não me recordo agora, fui fazendo minhas trilhinhas,
depois Provas, enfim, participei de todas às Provas do LUA CHEIA, como piloto,
peceseiro ou como “Cartola”, me envolvendo na organização da prova,
ajudando no levantamento das trilhas, fazendo o Fecha trilha (só pra louco),
também fiz PC em várias edições e em duas edições participei como piloto,
que é um desafio indescritível, só comparado com a nossa decida da serra(deixa
pra lá) quando O frio, a dor e o cansaço foi superado no momento da
chegada. Se a idade( e a mulher) me permitisse, faria tudo de novo, como
ela não permitiu, o jeito foi investir no meu sucessor o “Maneca”, que em 2000
passou no vestibular em Joinville, depois veio para Floripa e não deu mais
seqüência aos “ensinamentos” do pai. Mais a moto eu não vendo, está parada na
garagem, desde o XVIII Luiz cheia, após a chegada do “Mano”, da última
prova que participou como piloto. Quem sabe um neto ainda pegue o meu gosto.
Keka – Vencedor da categoria Over do LUA CHEIA Edição(Ano do Boi na
Associação Giassi- tenho foto e o troféu pra provar).
Texto: Alex Carrador/ Dodo
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